sexta-feira, 1 de março de 2013

Transformar Portugal no Portuquistão”.






   





Depois de ‘O Cão de Sócrates’, e de ‘D. Maria, a empregada de Cavaco’, chega agora às livrarias ‘O Diário Secreto de Vítor Gaspar’, mais uma viagem ao mundo imaginário dos políticos feita por António Ribeiro. O jornal i falou com o autor sobre a nova obra que revela que o maior elogio que o ministro das Finanças recebeu foi “o de tudo fazer para transformar o estável trabalhador português, num precário trabalhador paquistanês e Portugal no Portuquistão”.
O Diário Secreto de Vítor Gaspar’
Questionado sobre como teve acesso ao diário do ministro das Finanças, António Ribeiro revela que apesar de se tratar de um “diário secretíssimo” só foi “inacessível… até ao dia em que o Dr. Vítor Gaspar o guardou no Ministério Público. A partir desse momento foi facílimo obter uma cópia”.
E antes? Onde escondia Vítor Gaspar o seu diário? “Escondia-o num sítio onde nunca ninguém vai: a sala PE-PSD (sala do Programa Eleitoral do PSD). Desde 2011 que ninguém lá põe os pés”, revela António Ribeiro, acrescentando tratar-se de “um caderninho muito simples de capa preta de cabedal com linhas”.
Outra das curiosidades desvendadas neste livro é por exemplo o facto de que Vítor Gaspar nasceu mesmo em Portugal, ainda que “a senhora Merkel” lhe tenha prometido “que se ele conseguir acertar uma previsão – uma que seja – nesse dia será cidadão alemão. Até lá, continua a ser português, para nossa infelicidade e seu castigo”.
E em relação ao tom monocórdico do ministro. Vítor Gaspar treina para isso? “Não. Já nasceu com esse talento (…) no infantário quando chegava ao fim do ‘a, e, i, o, u’ já toda a turma dormia”.
Quanto aos conselhos que o ministro dá no seu diário, António Ribeiro destaca dois: “Não nos devemos pôr de joelhos perante a senhora Merkel; devemos rastejar e de cabeça baixa; se tiver saudades de comer bife, contenha-se e peça salsicha que é mais barata”.
O autor de ‘O Diário Secreto de Vítor Gaspar’ revela ainda que “o maior elogio que Vítor Gaspar recebeu foi o de tudo fazer para transformar o estável trabalhador português num precário trabalhador paquistanês e transformar Portugal no Portuquistão”.
António Ribeiro confessa ainda que como “infelizmente o Dr. Passos Coelho não tem densidade suficiente para aguentar um livro com mais de quatro páginas”, a próxima figura política sobre a qual gostaria muito de escrever é “Miguel Relvas, mas a realidade transcende a ficção”.

Retirado daqui