quinta-feira, 14 de março de 2013

Nós e as pensões no futuro! Com os chineses a atrapalhar!..



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Hoje ainda é o Estado que paga as nossas reformas. Mas o Estado está falido!... Sem dinheiro.Hoje ainda paga, mas amanhã!..  
                     
 Por esse olhar são cada vez mais pessoas que pensam fazer a sua reforma, em algo complementar. Há os fundos de pensões complementares, vão chegar novas empresas nessa área.Não vão faltar programas, pacotes "seguros e garantidos", com a experiência "de empresa que dizem depois trabalhar no ramo há 30 anos". Não há risco, não há engano: entrega o seu dinheiro e deposita-o no cofre deles. Seguro...sim dirão eles.

Ora vejamos: temos que escolher a empresa financeira que ofereça as melhores condições. Certo. E esta que faz? Sorri, agradece, pega no nosso dinheiro que é investido. É assim que a reforma é criada, não há o Estado aqui, tudo passa pelos investimentos privados e outros.

Será?. E onde é que o dinheiro vai ficar investido? Simples: o funcionário sorri e toca a sua cassete,.... 70% em obrigações, 12% em acções, o resto em títulos corporativos. Certo!... Não é possível perder dinheiro aqui. Nós como não percebemos nada disso, mas para não fazer figura de parvo retribuímos o sorriso. Os termos são complicados, estes gajos sabem do que falam, é o trabalho deles, não vão arriscar perder milhares de clientes com investimentos errados, não é assim?

Tentemos perceber. Os fundos de pensão privados têm o hábito de investir partes substanciais do nosso dinheiro em títulos de Estado. Agora, colocar 70% do nosso dinheiro em Títulos de Estado significa poder esperar no longo prazo margens de ganho elevados. Porque caso contrário de onde sairia a reforma? Com os 30% restantes em acções e títulos corporativos (empresas) não dá para ficar descansado, porque são arriscados. Certo,então não faz mal, pelo menos parte da reforma privada está segura com aqueles Títulos. Se estes renderem bem!......Hoje, sabemos o que se passa no mercado mundial dos Títulos de Estado, correcto.....?

  Duas coisas. A primeira é que há uma parte do mercado que realmente tem rendimentos de sonho, com os juros espanhóis ou italianos, 4 ou 5% numa boa. Mas os operadores financeiros tendem a jogar pelo seguro e colocam, o nosso dinheiro em títulos alemães, britânicos, dos Estados Unidos ou do Japão. O que significam termos juros baixos.

Uma lástima? Talvez, mas esta nem seria uma tragédia. A tragédia é outra.O facto é que agora a China decidiu poupar.Como.....! São quase um bilião e meio de pessoas: poupar significa que eles (chineses) pegam em elevadas percentuais de dinheiro estrangeiro ganho com as exportações e reinvestem tudo em Títulos internacionais.Mas os chineses são estúpidos? Nem pensar! Investem em acções dos EUA, Reino Unido, Alemanha e outros mais seguros, não querem correr o risco de perder tudo, como por exemplo:...a falência da Itália, ou da Espanha.

Sabemos que quanto mais fora procura de um Título de Estado, tanto mais baixos serão os juros que o mesmo Título dará. Não há nada de esquisito nisso, é a lei da procura. E o resultado não é bom: a China, com a sua corrida, para a poupança, na compra de Títulos "seguros", baixa os já pouco atractivos juros dos Títulos comprados pelo nosso fundo de pensão.

E o que isso implica? Implica que na altura da sua reforma você irá (provavelmente) só ter uns trocos, então é melhor (antes)uma boa conversa com o seu promotor financeiro. Do tipo "Olha, lá pá: para onde vai o meu dinheiro?".Demasiado genérica? Certo, então é melhor esta:" Olha lá pá: o meu dinheiro está investido em Títulos, onde os chineses estão a investir?". Se a resposta for "Sim", talvez acompanhada, pela consideração de que "os chineses não brincam com o dinheiro e sabem bem o que estão a fazer", é melhor mudar os Títulos.E para ter uma ideia: os chineses actualmente investem em Títulos da África do Sul, Estados Unidos, Japão e Alemanha (apenas em parte).

Mas o melhor,será continuar a ter a actual e...... velha  reforma do Estado!...

Traduzido do Italiano 

 Fonte: Paolo Barnard