segunda-feira, 13 de julho de 2009

A situação económica de Portugal ,é preocupante!...

Portugal à beira do futuro - Expresso.pt---Este é o titulo do artigo publicado no Expresso, mas também poderia ser --Portugal à beira do abismo......O artigo enquadra-se mais neste ultimo. O Presidente da Republica já manifestou publicamente as suas preocupações, com a situação do País. Mas as forças politicas no lugar de juntarem esforços para amenizar o que aí vem , gostam mais de usar a demagogia e a guerrilha oratória , parecendo querer demonstrar que este País não tem problemas e há tempo para exibições irresponsáveis. O Povo já os classificou à muito, e a história um dia os julgará!.......................Leiam o artigo........................

Vale a pena lembrar a edição do "Economist" de há cerca de três semanas. Na capa, uma fotografia impressiva: um bebé que gatinhava, com uma grilheta pesada no tornozelo e, ligada a esta por uma corrente grossa, uma imensa bola de chumbo cuja deslocação parecia tarefa demasiada. Em título, "A maior factura da história".

Tratava-se, afinal, de um alerta para o que se seguiria à crise e aos remédios com que o mundo lhe fez face. Numa palavra, dizia-se que, à medida que a tempestade económica global anuncia dissipar-se, nova nuvem surge no horizonte: uma colossal dívida pública. De acordo com os números divulgados pelo FMI, nos dez países mais ricos do mundo, tal dívida deverá crescer de 78% do PIB, em 2007, para 114% do PIB, em 2014. Em consequência, nessa altura, os ditos países deverão cerca de 50 mil dólares por cada um dos seus cidadãos!

Escusado será sublinhar que o "Economist" evidenciava uma especial preocupação com Portugal, no quadro dos países com maiores fragilidades da zona euro. Portugal que, em 2007, antes da crise, estava já numa situação de profundo desequilíbrio. E é isso que importa reter.

O problema é o futuro ou a possibilidade desse futuro. A viabilidade de Portugal, como projecto colectivo susceptível de ser legado às gerações que nos sucederem.

No núcleo das decisões políticas, é obrigatório gerir o curto prazo com visão e estratégia. A dívida gerada no combate à actual crise será uma dívida de longo prazo. E, nesse longo prazo, a tolerância orçamental e a complacência fiscal não poderão manter-se. Logo, o investimento privado será afectado e o crescimento da economia reduzir-se-á.

Paralelamente, sabe-se que uma demografia implacável tornará forçoso o acréscimo dos gastos com a saúde e as reformas. Uma população envelhecida é, do ponto de vista das finanças públicas, um encargo tão pesado e difícil quanto incontornável.

Perante este cenário de extrema dificuldade, a esperança dos portugueses radica na confiança que puderem ter no futuro. E de duas uma, Portugal ou cresce ou morre! Se não for capaz de resolver os problemas estruturais da sua economia e de convergir com a Europa, tornar-se-á um país irremediavelmente pobre.

Para já, sabemos que a OCDE prevê uma quebra de 4.5% do PIB em 2009, que a receita fiscal caiu 21% entre Janeiro e Maio, que o desemprego deverá ser de 9,6% (11,2% em 2010!), que o nosso rendimento per capita só fica acima do da Eslováquia na zona euro... Como sabemos que a Comissão Europeia acaba de exprimir sérias preocupações com a nossa dívida pública e com o aumento do défice, instando Portugal a definir uma estratégia credível para a saída da crise.

Ora, inconscientes ainda, mas de grilhetas pesadas nos tornozelos, os nossos bebés exigem-nos ..........futuro...