quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quase 60 % das IPSS do Distrito de Setúbal estão em falência técnica .

Quase 60 por cento das Instituições de Solidariedade Social do distrito de Setúbal estão em falência técnica, avança o relatório preliminar de um estudo da União Distrital das Instituições de Solidariedade Social (UDIPSS) de Setúbal. O mesmo documento a que a Lusa teve acesso dá ainda conta de um aumento em 1,9 milhões de euros do endividamento das instituições através de financiamento bancário, e de um aumento de 1,1 milhões de euros das dívidas a fornecedores.O presidente da direção da UDIPSS Setúbal, António Figueiredo, considera que “a gravidade da situação merece um debate urgente para se evitarem males piores”, como os que hoje, diz, já acontecem: “O encerramento de respostas sociais por parte das instituições ou o atraso no pagamento de subsídio de férias e de natal”, enumerou.Pelas contas da UDIPSS existem quatro instituições que não vão conseguir pagar subsídios de férias aos seus colaboradores.O estudo regista também uma quebra de quase 13 por cento no número de pessoal, “que resulta da redução da atividade em valências sociais que se mostram sem sustentabilidade financeira”.Estes números, explicou o responsável, são resultado das contas do exercício económico de 27 instituições já validadas, 21,6 por cento das associadas, e permitem que se tenha “uma primeira imagem válida da situação das IPSS no exercício de 2010”.O responsável acrescentou ainda que, “considerando que na amostra se encontram as maiores instituições, os resultados agora obtidos tenderão a ser mais negativos com a recolha de dados das instituições de média e pequena dimensão”.Segundo o relatório, 40 por cento das instituições do distrito estão em rutura financeira e em 2010 tiveram que fazer face a uma maior pressão de fatores externos nas suas contas, “como o aumento de custos por imposição contratual na área de pessoal e das despesas correntes com água, eletricidade e combustíveis”.O estudo considera, neste campo, que “o efeito do aumento do salário mínimo garantido e do tempo de serviço são fatores de agravamento que não se compadecem com o método de atualização das comparticipações por parte da Segurança Social”.Perante este cenário, o presidente da UDIPSS Setúbal defende que “há que definir com clareza o âmbito de toda a economia social e o papel da economia social solidária”: "Um sistema social de subsidiariedade não pode colocar em situação de insustentabilidade as IPSS”, argumentou.A UDIPSS Setúbal espera emitir o relatório final sobre a situação financeira das IPSS do distrito durante o mês de Setembro.

    Fonte: Visão


Nota : não sei qual a situação real das I P SS aqui da região,  em especial de Alvalade. Penso é que se devia prestar informação mais pormenorizada à população, o que facilitaria a criação de um clima de mais confiança e até de maior mobilização na captação de ajudas entre os Alvaladenses.
Os tempos que se avizinham para o nosso país, vão ser muito maus, mas com empenho e  solidariedade, entre  as pessoas será tudo  um pouco mais fácil. Assim as pessoas o queiram !.........