domingo, 2 de agosto de 2009

Coisas de cá - É urgente relançar Alvalade...






















São já poucos os Alvaladenses que guardam na memória os tempos em que a freguesia tinha mais de 5 mil habitantes (em 1940, como se observa no quadro da imagem), embora nesse número estivessem incluídos os moradores de Ermidas-Estação e Ermidas-Aldeia (que se separaram de Alvalade em 1953).
Ou os mais de trezentos habitantes no Carapetal e nos montes ao seu redor, registados pelo Engº Félix da Cruz, igualmente na última década de 40.
De então para cá, Alvalade ora perdeu ora ganhou novos habitantes, mas há várias décadas que os números têm vindo sempre a baixar.
Em 2001, nos últimos censos nacionais, Alvalade registou 2301 habitantes. Nove anos depois, com a saída de muitos jovens (que procuram emprego e oportunidades que não encontram na freguesia), os óbitos e o cada vez menor número de nascimentos, a comunidade Alvaladense não deve ser já muito superior aos 2 mil habitantes se é que não está muito perto de ficar abaixo dos dois milhares.
Nesta realidade, em perda contínua de habitantes, se Alvalade não inverter rapidamente este cenário, a freguesia vai continuar em morte lenta como acontece há vários anos. As lamentações sobre o estado deprimido da freguesia percorrem praticamente todos os sectores da vida económica local, e não são de agora numa altura em que nenhum lugarejo consegue escapar à crise mundial.
As freguesias como Alvalade estarão "condenadas" se persistir a ausência de políticas de fixação e captação de habitantes.
Sem uma estratégia de valorização e desenvolvimento da freguesia, que continua adiada, e os necessários investimentos (que terão que vir do poder central e da câmara municipal), melhorando a qualidade de vida dos residentes e criando condições que atraiam novos habitantes, não andarão já longe os tempos em que Alvalade será basicamente apenas uma comunidade de idosos e aposentados.

Luis Pedro Ramos