sábado, 12 de janeiro de 2013

Neste País, o melhor emprego é ser político!...

     






                                                                                                                                                                                                    O melhor emprego, neste país, é ser ex-governante.
Os ministros e secretários de Estado em Portugal ganham menos de 6.000 euros mensais. Mas depois de saírem do Governo, muitos passam para empresas tuteladas pelo Estado onde os salários duplicam, triplicam, quadruplicam...Essa transferência milionária dos políticos para a esfera empresarial é legal face a um quadro legislativo permissivo. Mas será eticamente correcta? A passagem pelo Governo, em demasiados casos, não será apenas, como por um passe de mágica, acrescentar esse item ao;curriculum;faz disparar o valor profissional do energúmeno, sem razões objectivas que o expliquem. Aliás, a lógica apontaria para que se passasse precisamente o contrário, já que, praticamente na sua totalidade, esses sujeitos não se notabilizaram propriamente pela competência. Por que acontece isto então?Deixo-o à imaginação dos leitores...Posto isto passemos então ao desfile do tal Top 15,indicando o cargo e a remuneração associada (quando conhecida) antes de passar pelo governo (AG) e depois de lá ter saído.
Pina Moura-1994 AG: cargo desconhecido. 21.814,00 E. 2006 DG: deputado à AR, presidente do CA da Iberdrola Portugal, vogal do CA da Galp Energia. 697.338,00E (3.200 %).
Filipe Baptista-2004 AG: inspector-geral do Ambiente. 74.254,00 E.

2010 DG: vogal da Administração da ANACOM. 192.282,00 E (260 %)

Ascenso Simões-2004 AG: deputado à AR. 70.285,00 E.

2010 DG: vogal do CA da ERSE. 122.102,00 E (175 %).

 Tirado da aqui