domingo, 27 de outubro de 2013

Para meditar:...A extracção do Coltan......as guerras, as vidas e a destruição da Natureza.

Extração de COLTAN

                                                        Bukavu – Rép. Democ. do Congo
Coltan é um mistura de dois minerais: columbita e tantalita. Em português essa mistura recebe o nome columbita-tantalita. Da columbita se extrai o nióbio e da tantalita, o tântalo. Este último é um metal de alta resistência térmica, eletro-magnética e corrosiva e por tais capacidades seu uso é muito difundido na composição de pequenos capacitores utilizados na maioria dos eletrônicos portáteis (celulares, notebooks, computadores automotivos de bordo). O nióbio é semelhante ao tântalo além do potencial como hipercondutor. Ambos metais foram e continuam sendo fundamentais para o avanço tecnológico da comunicação portátil.
As maiores reservas de tantalita (na forma COLTAN, ou seja, junto com a columbita) estão na República do Congo, onde se desenvolve uma guerra civil há anos em torno da posse das minas, entre outras complicações étnicas, territoriais e políticas. A ONU apresenta estimativas desconcertantes como a que já morreram mais 4 milhões de pessoas na disputa pelo “ouro azul”, além da impressionante facturação de mais dei US$250 milhões que teve o Exército de Ruanda faturou no comércio do caro mineral, sendo que não há mineração de Coltan neste país vizinho do Congo. A mineração de columbita-tantalita provoca grandes impactos no meio-ambiente tropical do Congo, uma vez que não se tomam as devidas medidas de mitigação ambiental (fato óbvio no meio de uma região em guerra) além das minas se encontrarem próximas e algumas dentro de parques nacionais. A obtenção desses materiais a partir de componentes electrónicos é complexa e cara. Ambos metais são extremamente caros e raros na natureza.
                             O Coltan é extraído como os antigos garimpeiros faziam com o ouro

O Coltan e a Guerra do Congo

“Coltan” é a combinação de duas palavras que correspondem aos respectivos minerais: a columbita e a tantalita, dos quais se extraem metais mais cobiçados do que o ouro. Se tomarmos em conta que estes metais são considerados altamente estratégicos e agregarmos que 80% das suas reservas encontram-se na República Democrática do Congo, começaremos a vislumbrar porque há uma guerra neste país desde o dia 2 de agosto de 1998, porque dois países africanos como Ruanda e Uganda ocupam militarmente parte do território congolês, e porque já morreram mais de dois milhões de pessoas. O coltan é essencial para as novas tecnologias, estações espaciais, naves tripuladas que se lançam no espaço e às armas mais sofisticadas.
Esta guerra constitui a maior injustiça, em escala planetária, que se está cometendo contra um Estado soberano. Nas últimas décadas a história nos ofereceu tristes exemplos de assalto e até da ocupação militar de um país independente. O Iraque invadiu o Kuwait, e os EUA fizeram a mesma coisa em Granada, ainda que com resultados distintos. Bombardearam-se países como Afeganistão e Iraque, amparados por um duvidoso respaldo da ONU. Mas o que não havia acontecido desde a invasão de países europeus pela Alemanha de Hitler era a ocupação pura e dura de um território para aniquilar milhares de cidadãos e explorar os recursos minerais do país ocupado. É isso o que está acontecendo na R. D. do Congo. O que adiciona gravidade a esta pirataria é a passividade da comunidade internacional. Para aqueles a quem dói toda a opressão, assusta este desprezo por uma parcela da humanidade, duplamente ultrajada.
Já ninguém pode ignorar que a guerra de que padece a República Democrática do Congo tem como causa a depredação de metais preciosos e recursos estratégicos. Com isso se enriquecem alguns, e se financia a própria guerra. Os culpados são muitos. Segundo um grupo de especialistas da ONU, que elaborou um informe sobre a guerra neste país, o Exército Patriótico Ruandês (EPR) montou uma estrutura ad hoc para supervisionar a atividade mineradora no Congo e facilitar os contatos com os empresários e clientes ocidentais. Se criaram várias empresas mistas entre os negociadores europeus do coltan e membros do APR e do círculo de pessoas próximas ao presidente ruandês Paul Kegame.



Consequências  desta situação

Florestas e campos de cultivo transformados em lamaçais.
As crianças não vão á escola.
Muitas enfermidades por falta de água potável e alimentação, dias esgotantes e…SIDA que leva á morte.
As minas são controladas por grupos armados.
Muitas destas crianças morrem vitimas de grandes desprendimentos de terras.

Mais Consequências

Milhares de deslocados
Milhares de refugiados
Violação de mulheres e crianças

Consequências Ambientais

Para extracção d Coltan, foram arrasados parques naturais da República Dem. Congo
A população de elefantes baixou 80%
A população de gorilas baixou 90%

Quem Financia o conflito

Há informações que demonstram que Ruanda. Uganda e Burundi estão envolvidos no contrabando do  Coltan vindo do Congo, utilizando os lucros gerados pelo seu alto preço para a continuação da guerra.
Estima-se que o exército Ruandês, conseguiu 250 milhões de dólares em 18 meses com a venda de Coltan embora o Ruanda não possua esta matéria prima.
Todos os países envolvidos, negam ter exportado Coltan do Congo.
E tudo para termos o nosso telemóvel…
Exército ruandês translada o mineral em caminhões até Kigali, capital de Ruanda, onde é tratado nas instalações da Somirwa (Sociedade Minera de Ruanda), antes de ser exportado. Os destinatários finais são os EUA, Alemanha, Holanda, Bélgica e Cazaquistão. A companhia Somigi (Sociedade Mineira dos Grandes Lagos) tem o monopólio do setor; é uma empresa mista de três sociedades: Africom (belga), Promeco (ruandesa) e Congecom (sul-africana). Entrega 10 dólares por cada quilo de coltan exportado ao movimento rebelde Reagrupação Congolesa para a Democraciaa (RCD), que conta com cerca de 40.000 soldados, apoiados por Ruanda. “Com a venda de diamantes – declarou Adolphe Onusumba, presidente da RCD – ganhávamos cerca de 200.000 dólares ao mês. Com o coltan chegamos a ganhar mais de um milhão de dólares por mês.”
A mestiça paquistanesa-burundinesa Azazi Gulamani Kulsum, uma contrabandista famosa na região dos Grandes Lagos, é a gestora da Somigi. Esta mulher começou sua carreira em Bunia, vendendo tabaco de contrabando. Muito próxima ao dirigente hutu burundinês Léonard Nyangoma, era considerada há até pouco tempo a principal abastecedora de armas dos rebeldes ruandeses hutus. Hoje, graças à Somigi, trabalha com o exército ruandês, que a princípio se encontra em Kivu para perseguir aos hutus.
Na zona controlada pelos ugandeses – assinalou a jornalista Marina Rini depois de visitar o noroeste da R.D. do Congo – não existe monopólio. Assegura que em Butembo operam seis grandes compradores estrangeiros, oficialmente em competição entre si. Os empregados estrangeiros, com excessão de um ugandês, são todos  russos ou cazaques. Sem revelar sua identidade confessaram a Marina Rini: “Vivíamos há muitos anos na África do Sul e agora viemos comercializar o coltan”. Deles, compra o Cazaquistão. Informações reservadas da ONU revelam que o tráfico é organizado pela filha do presidente cazaque, Nursultan Nazarbaev, através de sociedades mistas belgas. A filha de Nazarbaev está casada com Vassili Mette, diretor geral da Ulba, empresa cazaque que extrae e refina urânio, coltan e outros minerais estratégicos. Ao que parece, Salim Saleh, irmão do presidente ugandês, Yoweri Museveni, não está fora deste florescente negócio

Aonde existe o columbita e tantalita (Coltan)?

Brasil …………………………..  8%
Tailândia ………………………  5%
África …………………………..80%
Austrália ………………………10%


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